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Introdução

O Código de Conduta da Marcopolo, detalhado a seguir, é resultado de um estudo que visa disciplinar as diversas situações que ocorrem na vida da empresa.

Desde sua criação, a Marcopolo desenvolveu uma visão fortemente pautada em Valores. Esses Valores devem nortear a conduta das pessoas que fazem parte do contexto da Corporação Marcopolo, essenciais para consolidar a imagem de Empresa sólida e confiável.

Abordagem Geral

Os Padrões de Conduta devem refletir o relacionamento entre as pessoas que fazem parte do contexto Marcopolo: colaboradores, acionistas, clientes, fornecedores de produtos e serviços, representantes comerciais, sindicatos, entidades de classe, governo, imprensa e comunidade em geral.

O Código de Conduta da Marcopolo está respaldado em princípios claros de boa Governança e se pauta em práticas que sejam do conhecimento de todos. Esse conceito tem a ver com a qualidade de atitudes e ações das pessoas, podendo se afirmar que o ser humano é o grande direcionador da Governança.

A base para o Código de Conduta é o relacionamento interpessoal, fundamentado no respeito, na confiança e na transparência, essenciais para garantir a perpetuidade das empresas que fazem parte da Marcopolo.

Os Padrões de Conduta estão intimamente associados aos Valores definidos pela Marcopolo, fundamentais para o sucesso dos Negócios, que são:

Respeito e valorização das Pessoas

"O relacionamento das pessoas da Marcopolo é de respeito, valorização e transparência. Qualquer pessoa, seja da Empresa ou fora dela, deve ser tratada com dignidade e justiça. O respeito e a valorização do ser humano representam a base de sustentação de todos os Valores da Marcopolo".

Satisfação dos Clientes

"A satisfação dos Clientes é a razão do sucesso da Marcopolo. Esforços devem ser direcionados para identificar o que é percebido como de Valor pelos Clientes, estabelecendo todas e quaisquer ações capazes de transformar esses valores em realidades lucrativas recíprocas, respaldadas em relacionamentos de lonho prazo".

Excelência dos Resultados

"A busca da Excelência nos Resultados, em tudo que fazemos, é a garantia do crescimento sustentável da Marcopolo".

Solidez Econômico-Financeira

"A Marcopolo tem como premissa básica que a solidez econômico-financeira dos negócios é fundamental para sua existência. O compromisso com o Alto Desempenho e a Geração de Valor deve nortear o dia-a-dia dos profissionais e parceiros da Marcopolo".

Meio-Ambiente e Comunidades

"A Marcopolo e seus colaboradores têm um importante compromisso com a saúde, a segurança, o meio-ambiente e as comunidades onde está inserida".

Ética

"A Marcopolo adota uma atitude de responsabilidade e respeito para com as pessoas e instituições com as quais se relaciona, agindo de acordo com as leis e regulamentos vigentes para o negócio em que atua. É do alto interesse da empresa que conflitos de interesses entre administradores, colaboradores e a Marcopolo devem ser evitados. Na ocorrência de situações de conflito, essas devem ser resolvidas de forma transparente, com julgamentos de valores por parte do Comitê de Recursos Humanos e Ética".

Parcerias

"Os parceiros, caracterizados principalmente por Fornecedores, Montadoras, Representantes Comerciais,Instituições Financeiras, Distribuidores e Revendedores têm um papel importante e estratégico para a Marcopolo. Devem ser construídos relacionamentos de longo prazo, com regras claras, baseados em confiança e comprometimento recíprocos, através do aprendizado e de experiências compartilhadas, estimulando práticas que resultem em sucesso conjunto".

Responsabilidades dos Administradores

Compete aos Conselheiros, Diretores e demais Executivos da Marcopolo, bem como seus representantes institucionais, no exercício de suas atividades:

  • Liderar através do exemplo, adotando atitudes e comportamentos coerentes aos Valores Marcopolo;
  • Promover e comprometer-se com uma conduta ética, incluindo o tratamento isento em situações que caracterizem conflitos de interesses de relacionamento pessoal e profissional, sejam efetivos ou potenciais;
  • Evitar conflitos de interesses, comunicando ao Comitê de Recursos Humanos e Ética qualquer relacionamento ou transação que possa presumir a existência potencial de situações dessa natureza;
  • Tomar todas as medidas cabíveis para proteger a confidencialidade de informações restritas sobre a Empresa, tanto de natureza mercadológica, tecnológica e aquelas que envolvam valores mobiliários;
  • Comunicar ao Comitê de Recursos Humanos e Ética eventual violação a essas diretrizes.
Relações com os Colaboradores

O relacionamento entre a Marcopolo e os Colaboradores deve estar respaldado no senso de justiça, motivação, respeito mútuo e na valorização pelo ser humano, na transparência e no compartilhamento de responsabilidades.

A Empresa deve oferecer as mesmas oportunidades de crescimento para todos os colaboradores, rejeitando qualquer atitude de discriminação. Nenhuma decisão que afete a carreira de um ou mais colaboradores pode ser tomada em função de preferências, vínculos pessoais ou interesses alheios a Marcopolo.

A contratação de parentes de colaboradores pode ser considerada, desde que sejam avaliados e concorram às oportunidades de emprego em condições similares as de outros candidatos. Não é permitido o emprego na mesma área de trabalho, nem é permitida a relação chefe-subordinado entre pessoas com laços familiares (veja no glossário a definição de área de trabalho, laços familiares e nível de subordinação).

A empresa não admite qualquer forma de assédio moral ou sexual contra nenhum Colaborador. O assédio moral é caracterizado por abuso de poder, desqualificando, menosprezando ou humilhando o outro. O assédio sexual é caracterizado por alguém que faz proposta de caráter sexual a outra pessoa, negando-lhe a possibilidade de recusar pelo uso da intimidação, chantagem ou outros meios de coação.

Instalações, equipamentos, máquinas, materiais e informações de propriedade da Marcopolo devem ser utilizados pelos colaboradores apenas para fins de trabalho, de acordo com as normas da empresa.

Os colaboradores da empresa não devem oferecer ou aceitar presentes ou vantagens econômicas de qualquer natureza, que possam ser correlacionadas com qualquer tipo de negociação no contexto da Marcopolo. Exceto objetos de pequeno valor classificados como brindes de marketing.

Relações com Parceiros

Os parceiros, caracterizados principalmente por Fornecedores, Montadoras, Representantes Comerciais, Instituições Financeiras, Distribuidores e Revendedores têm um papel importante e estratégico para a Marcopolo. Devem ser construídos relacionamentos de longo prazo, com regras claras, baseados em confiança e comprometimento recíprocos, através do aprendizado e de experiências compartilhadas, estimulando práticas que resultem em sucesso conjunto.

Os Parceiros da Marcopolo devem ter seus direitos respeitados e preservados, bem como cumprir com suas obrigações, conforme contratos estabelecidos de comum acordo entre as partes envolvidas.

Nenhum integrante dos quadros profissionais de parceiros pode pertencer ao quadro profissional da Marcopolo, independentemente de nível ou área de atuação.

Não é admitido o fornecimento de produtos ou serviços por empresa(s) cujo(s) profissional(ais), sócio(os) ou representante(s) tenha(m) laços familiares com administrador(es) da Marcopolo que atue(m) em área usuária ou contratante, ou que esteja(m) em posição que possa influenciar diretamente a tomada de decisões.

Da mesma forma, não é admitida a venda de produtos ou serviços para distribuidores, revendedores, cujo(s) profissional(ais) ou sócio(os), tenha(m) laços familiares com administrador(es) da empresa.

Relações com Investidores

O relacionamento com investidores deve ser pautado pela transparência e confiabilidade nas informações, através de comunicação clara, ágil e objetiva. Informações sobre negócios, resultados financeiros, mercado e outros, somente devem ser fornecidas por pessoas autorizadas, de acordo com a Política de Divulgação de Informações da Marcopolo e regulamentações específicas da Comissão de Valores Mobiliários - CVM.

Não é permitido aos colaboradores aconselhar a compra ou venda de ações, ou utilizar informações que não sejam de domínio público para de alguma forma influenciar a cotação das ações no mercado.

Relações com Clientes

A satisfação dos Clientes é a razão do sucesso da Marcopolo. Esforços devem ser direcionados para identificar o que é percebido como de Valor pelos Clientes, estabelecendo todas e quaisquer ações capazes de transformar esses valores em realidades lucrativas recíprocas, respaldadas em relacionamentos de longo prazo.

Os colaboradores, de qualquer nível hierárquico, se forem abordados, tem a liberdade de falar com Clientes. Entretanto, as informações relativas ao Cliente deverão ser encaminhadas à área responsável para atendimento.

A presteza e a agilidade de resposta ao Cliente são fundamentais para a imagem da Marcopolo, sendo obrigação dos colaboradores responder todas as dúvidas do cliente e esclarecer, com transparência e respeito, as políticas da empresa.

Não é admitida a venda de produtos ou serviços da Marcopolo para Clientes que tenham laços familiares com administrador(es) da empresa que esteja(m) em posição que possa influenciar diretamente a tomada de decisões.

Relações com o Meio-Ambiente

As atitudes em relação ao meio-ambiente têm como prioridade o respeito pela natureza, a prevenção e a redução dos impactos ambientais, através de ações e do comprometimento das pessoas, da melhoria dos processos e da aplicação de tecnologias adequadas, voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Relações com as Comunidades

A responsabilidade social da Marcopolo e dos colaboradores é exercida por meio da Fundação Marcopolo, que tem como parte de sua missão o desenvolvimento social de crianças e adolescentes das comunidades onde a empresa está presente.

Não devem ser adotadas práticas comunitárias que venham beneficiar interesses pessoais de administradores ou colaboradores da Marcopolo ou de políticos, em detrimento aos interesses institucionais.

Relações com Concorrentes

O relacionamento da Marcopolo com os concorrentes deve ser de respeito. A concorrência deve ser encarada como saudável e fonte de referência para novos desafios, promovendo o aperfeiçoamento e a inovação contínua.

Fora dos ambientes de Associações de Classe, não é permitido tratar com pessoas ligadas à concorrência sobre temas de qualquer natureza que possam afetar os interesses da Marcopolo.

Relações com Entidades sem Fins Lucrativos

O relacionamento da Marcopolo com entidades sem fins lucrativos deve ser pautado pelo profissionalismo, zelando pelos interesses e compromissos da Empresa de forma respeitosa e legal.

A Marcopolo deve respeitar o direito de seus colaboradores de se associar livremente a essas entidades, assegurando que não haja qualquer tipo de discriminação. A conduta dos colaboradores que representam a empresa junto a essas entidades deve seguir rigorosamente os princípios definidos neste código.

Atividades e Contribuições Políticas

A Marcopolo pode apoiar partidos e/ou candidatos cujas ideias e propostas sejam consistentes com os princípios da empresa. Todo e qualquer apoio dessa natureza deve ser efetivado estritamente de acordo com a legislação em vigor.

A empresa pode ir a público para manifestar posição sobre temas de seu interesse, representada por seus administradores e executivos, podendo, ainda, apoiar posições de Entidades de Classe que a representem.

Não deve haver restrição às atividades político-partidárias dos empregados, mas estes deverão sempre agir em caráter pessoal e de forma a não interferir em suas responsabilidades profissionais. Tais atividades não devem ocorrer no ambiente de trabalho, nem envolver recursos, materiais ou equipamentos da empresa. Os empregados tampouco devem usar uniformes da empresa quando no exercício de atividades políticas.

Relações com Imprensa e Divulgação de Informações

O relacionamento da Marcopolo com a imprensa deve ter o compromisso de disponibilizar informações consistentes e transparentes, respeitando os princípios éticos, a legislação vigente e as regulamentações específicas da Comissão de Valores Mobiliários – CVM.

Declarações ao público e à imprensa em geral somente devem ser feitas pelas pessoas expressamente autorizadas pela empresa.

Qualquer divulgação de informações que envolvam atos e fatos relevantes e a manutenção de sigilo a cerca de informações não divulgadas deve seguir o disposto na Política de Divulgação de Informações da Marcopolo.

Comitê de Conduta

O Comitê de Conduta têm a responsabilidade de zelar e atualizar este Código, promover sua divulgação e disseminar padrões de conduta adequados para a Marcopolo.

Também é de sua responsabilidade fornecer orientação aos interessados no caso de dúvidas quanto à aplicação do Código, assim como a apuração e tomada de decisão quando verificados casos de violação dos princípios estabelecidos.

No caso do Comitê se defrontar com situações que possam gerar desconfortos ou constrangimentos para julgamento, o caso deve ser submetido ao Comitê de Recursos Humanos e Ética e, persistindo o impasse, pode-se buscar apoio de árbitro externo, com isenção e independência, para emissão de parecer que ajude na solução.

Para que sua atuação seja efetiva, o Comitê de Conduta deve atuar em três instâncias:

  1. Comitê de Recursos Humanos e Ética, representando o Conselho de Administração - é a instância máxima de aplicação e avaliação de situações conflitantes ao Código de Conduta relacionadas a posições de Administradores e Executivos, como também em casos que extrapolem as competências do Comitê Central.
  2. Comitê Central - tem como função principal coordenar a adoção do Código de Conduta por todos que fazem parte do contexto Marcopolo, independentemente da área ou localização geográfica, reportando-se diretamente ao Comitê de Recursos Humanos e Ética. 

Tem a seguinte composição básica: Diretor de Desenvolvimento Organizacional; Diretor de Relações com Investidores; Assessor Jurídico; Diretor Administrativo-Financeiro; e Diretor Industrial;

Outros colaboradores podem ser convidados para participar do Comitê Central, desde que o assunto lhes seja pertinente e não haja conflito de interesse para julgamento. Não é permitida a participação de qualquer pessoa cuja situação de julgamento lhe diga respeito, direta ou indiretamente.

  1. Comitê Local - tem como função principal coordenar a adoção do Código de Conduta em Operações cuja localização geográfica esteja fora do contexto geográfico da Matriz (Caxias do Sul – RS - Brasil). O Comitê Local reporta-se diretamente ao Comitê Central.

Tem a seguinte composição básica: titular da unidade; titulares das seguintes áreas locais: Recursos Humanos; Industrial; Administrativo-Financeiro; Jurídico (quando houver no quadro funcional).

Outros colaboradores podem ser convidados para participar do Comitê Local, desde que o assunto lhes seja pertinente e não haja conflito de interesse para julgamento. Não é permitida a participação de qualquer pessoa cuja situação de julgamento lhe diga respeito, direta ou indiretamente.

Ações Disciplinares

O Comitê de Conduta tem a autoridade para definir a aplicação de ações disciplinares para os casos em conflito com este Código de Conduta, de acordo com sua gravidade, utilizando como referência:

  • casos leves: advertência verbal;
  • casos moderados: advertência escrita;
  • casos graves: suspensão disciplinar ao trabalho e até demissão por justa causa (artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho). 

As penas aplicadas pela empresa não dispensam nem substituem eventuais penalidades legais, por infrações a normas ou regulamentos de órgãos ou entidades com as quais a Marcopolo se relaciona.

Glossário

Área de Trabalho: caracteriza-se por compartilhar do mesmo gestor (superior imediato), ou mesmo local físico ou mesmo turno de trabalho. 

Colaborador: todo empregado das empresas da Corporação Marcopolo em qualquer país.

Conflito de interesse: toda e qualquer prática ou ato que seja, ou possa ser considerado incorreto, ilegal, imoral, injusto ou que se sobreponha aos interesses da empresa e da comunidade.

CVM: Comissão de Valores Mobiliários.

Ética: diretrizes pessoais e sociais de boa conduta que se aplicam a indivíduos, grupos ou organizações.

Entidades sem Fins Lucrativos: Governos, Entidades de Classe, Sindicatos, Instituições Religiosas, Organizações Não Governamentais (ONG's), Fundações e outras instituições.

Executivos: todos empregados com atribuição de gestão na empresa.

Governança: refere-se à relação entre a empresa, os acionistas, os demais stakeholders, os mecanismos e os princípios que governam o processo decisório da gestão na empresa.

Investidores: acionistas e/ou pessoas com intenção de compra no mercado de ações.

Laços Familiares: é a relação existentem entre avós, pais, filhos, netos, irmãos, cônjuges, companheiros, genros, noras, cunhados ou outros casos que se caracterizem como dependência econômica.

Nível de subordinação para a relação chefe: subordinado: não é permitido até o 3º nível hierárquico superior. 

Parceiros: fornecedores, montadoras, representantes comerciais, instituições financeiras, distribuidores e revendedores. 

Última atualização em 2013-07-12T17:34:43